Com avanço dos deepfakes, agentes de IA mais autônomos e novas exigências regulatórias, 2026 marca a consolidação de uma internet que precisa provar quem é humano, proteger dados por padrão e sustentar confiança em escala
Em 2026, a internet deve entrar em uma nova fase: provar que há um humano por trás de uma ação online deixou de ser implícito e passou a ser estratégico. Em 2025, ataques com deepfakes cresceram 126% no Brasil, segundo o Identity Fraud Report 2025–2026 (Sumsub), evidenciando que a escalada da inteligência artificial tornou insuficientes alguns modelos tradicionais de confiança digital, como os captchas.
Ao mesmo tempo, a mediação por agentes de IA avança rapidamente. A Gartner projeta que, até o fim de 2026, 40% dos aplicativos corporativos incorporarão agentes inteligentes operando tarefas específicas, ampliando o risco de fraudes automatizadas, manipulação e distorções em escala. É neste contexto que a adoção de soluções como a prova de humanidade, a privacidade por design e novos padrões de confiança online, em sintonia com a evolução da IA, tende a se intensificar em 2026.
A seguir, Juliana Felippe, Diretora Geral da Tools for Humanity no Brasil, aponta quatro tendências de como a confiança online deve evoluir em 2026.
A IA deixa de ser ferramenta e passa a ser intermediária
A nova geração de inteligências artificiais não se limita a responder perguntas: ela organiza tarefas, compara opções e já começa a executar ações em nome das pessoas. Nesse cenário, o diferencial deixa de ser presença e passa a ser governança. Usar IA com responsabilidade significa definir o que pode ser delegado, manter supervisão humana contínua e estabelecer, desde o início, quem responde quando algo falha. À medida que agentes ganham autonomia, confiança se torna um ativo operacional, não um discurso.
Esse movimento já chega ao dia a dia das organizações no país. Segundo o estudo Panorama IA nas empresas brasileiras, da TOTVS, 50% das empresas brasileiras já utilizam inteligência artificial nas rotinas de trabalho, o que reforça a tendência de a tecnologia deixar de ser “experimental” para virar parte do fluxo operacional.
Comunidades “só para humanos” ganham força
Em paralelo à automação, cresce uma tendência contrária: espaços digitais em que a interação é reservada a pessoas reais. No Brasil, onde boa parte da vida online acontece em grupos, comunidades e canais de conversa, a presença de perfis automatizados e conteúdo manipulado vem pressionando plataformas a reforçar mecanismos de verificação. A ideia é simples: reduzir ruído e aumentar a confiança para que as interações voltem a parecer “de gente com gente”, especialmente em ambientes de comunidade, atendimento e compra e venda. Esse movimento ganha urgência no país porque o Brasil concentra 39% dos deepfakes detectados na América Latina, segundo o Identity Fraud Report 2025–2026 (Sumsub).
Menos dados, mais privacidade: provar sem expor
A resposta não precisa ser coletar mais dados. A tendência para 2026 é justamente o oposto: verificar o necessário com o mínimo de exposição. Tecnologias análogas às de as provas de conhecimento zero (ZKPs) apontam para um modelo em que é possível confirmar um atributo, como maioridade, residência ou elegibilidade para um serviço, sem exigir o envio do documento inteiro nem revelar a informação “bruta”. Na prática, isso muda a lógica de muitos cadastros e validações: em vez de armazenar cópias e dados sensíveis, plataformas passam a trabalhar com comprovações pontuais, reduzindo risco, custo e atrito para o usuário.
No Brasil, esse movimento tende a se acelerar. O debate sobre comprovação de idade e proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital avança, com uma premissa central: aumentar a segurança sem criar fricção excessiva nem ampliar a coleta de dados pessoais. Nesse contexto, soluções capazes de comprovar requisitos sem expor informações sensíveis deixam de ser apenas uma promessa técnica e passam a se consolidar como vantagem competitiva e critério de adoção para plataformas e serviços digitais.
Prova de humanidade vira infraestrutura
Se a lógica é “provar sem expor”, o passo seguinte é aplicar esse mesmo princípio à própria presença humana nas interações digitais. CAPTCHAs já não acompanham o nível de sofisticação da automação e, em 2026, a “prova de humanidade” tende a se consolidar como uma infraestrutura básica da internet. A ideia é ter métodos mais robustos para confirmar que há uma pessoa real do outro lado, com o mínimo de fricção e sem abrir mão da privacidade. No Brasil, onde deepfakes e identidades sintéticas ganham escala, essa camada de verificação deixa de ser detalhe técnico e passa a ser parte do desenho de produto. O recado é claro: a próxima onda de inovação vai exigir confiança embutida desde o início.
No conjunto, as quatro tendências apontam para o mesmo rumo: a internet fica mais automatizada, mas também mais exigente em autenticidade, privacidade e governança. Para líderes, reguladores e plataformas, o desafio de 2026 será sustentar a conveniência trazida pela IA sem tirar o humano do centro — e tratar confiança como parte do produto, não como um “extra”.
Sobre a World
A World visa ser a maior e mais inclusiva rede de humanos reais do mundo. O projeto foi concebido originalmente por Sam Altman, Max Novendstern e Alex Blania, e tem como objetivo oferecer prova de humanidade, acesso a economia digital e conexão para cada pessoa na era da inteligência artificial. Saiba mais sobre a World em world.org e no X.
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