Yoandris Rives Rodriguez, Gerente Regional para América Latina en B2BINPAY
Durante a última semana, o debate sobre criptomoedas na América Latina esteve menos focado em oscilações de preço e mais no contexto estrutural que sustenta a adoção do setor. Embora os mercados tenham registrado alta, os movimentos foram moderados. O que realmente chamou atenção foi o motivo pelo qual investidores em toda a região seguem comprometidos com o ecossistema cripto, mesmo diante da volatilidade e do aumento da supervisão regulatória.
O Bitcoin permanece resiliente, sustentado pelas mesmas forças que impulsionam sua adoção na América Latina há anos: pressões cambiais, instabilidade política e baixa confiança na estabilidade monetária de longo prazo. Nesta semana, a criptomoeda atingiu a marca de US$ 97 mil. Paralelamente, o número de empresas que adotam Bitcoin como ativo de tesouraria cresceu de forma significativa no último ano, à medida que investidores de mercados públicos buscam novas formas de exposição ao ativo.
Cada vez mais, o Bitcoin e as criptomoedas em geral são vistos como ativos subjacentes, e não apenas como instrumentos de trading. Em muitos casos, passam a ocupar um papel semelhante ao do dólar e, para alguns investidores, até mesmo ao do ouro, funcionando como uma alternativa frente à fragilidade econômica local.
Stablecoins ganham força no Brasil
Outro destaque da semana foi o anúncio do lançamento da BRD, uma stablecoin lastreada em títulos do governo brasileiro. Com essa iniciativa, o Brasil passa a contar com seis stablecoins atreladas ao real: BRZ, BRLA, cREAL, BBRL, BRL1 e BRD. O movimento reforça o avanço da tokenização de instrumentos financeiros tradicionais e o papel do país como um dos polos mais ativos de cripto na região.
Regulação avança na América Latina
A regulação também esteve no centro das atenções. O novo mandato de reporte cripto da Colômbia para 2026, com exigências mais rigorosas, sinaliza que os governos da região já não ignoram os fluxos envolvendo ativos digitais. Ao mesmo tempo, o Brasil segue avançando rumo a uma integração regulatória formal, estabelecendo regras mais claras para exchanges e para o mercado de ativos digitais.
Expansão de serviços e adoção regional
Outro movimento relevante foi a mais recente integração do Bybit Pay, que agora permite o acesso de consumidores no Peru. A iniciativa reforça que o interesse por criptomoedas se espalha por toda a América Latina, e não apenas pelos seus maiores mercados.
A expansão de produtos financeiros ligados a cripto também continua de forma consistente. Cartões lastreados em Bitcoin, soluções de custódia institucional e a influência de ETFs internacionais no sentimento local mostram que os ativos digitais estão se tornando parte do planejamento financeiro cotidiano de empresas e indivíduos de alto patrimônio, especialmente em ambientes marcados por instabilidade política e econômica.
Perspectivas para os próximos meses
Olhando para frente, as expectativas permanecem firmes. O Bitcoin deve continuar dominando as carteiras na América Latina, enquanto o Ethereum mantém seu papel como infraestrutura central do ecossistema. Já os tokens de menor capitalização tendem a enfrentar dificuldades, especialmente se os níveis de liquidez não apresentarem melhora significativa.
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