A América Latina, região com cerca de 600 milhões de habitantes, é reconhecida pela energia e pelo otimismo de seu ecossistema empreendedor, que hoje reúne menos de 50 unicórnios. Em comparação, os Estados Unidos, com cerca de 40% da população da região, contam com mais de 1.200 empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Essa diferença evidencia que a América Latina ainda enfrenta grandes obstáculos para fortalecer suas economias nacionais, apoiar o crescimento dos negócios e destravar todo o seu potencial no setor de ativos digitais.
De acordo com o Market Inclusion Report, estudo realizado em 2025 pela Bitfinex Securities, braço regulado da Bitfinex especializado na emissão e distribuição de ativos digitais tokenizados, o ecossistema de investidores na América Latina ainda permanece pouco desenvolvido. O relatório analisa as barreiras enfrentadas por empresas e investidores para acessar os mercados de capitais tradicionais da região, bem como os impactos financeiros, sociais e econômicos dessas exclusões. Entre os principais desafios estão a baixa profundidade dos mercados, o subfinanciamento crônico do empreendedorismo e os altos custos de captação. Em média, as taxas para levantar entre US$ 30 milhões e US$ 50 milhões chegam a 7%, podendo ser ainda maiores devido ao uso de serviços de assessoria precificados em dólar.
Esse cenário é agravado pelo fato de que 68% da população latino-americana não possui educação financeira formal, o que dificulta a compreensão e o uso de produtos de investimento mais sofisticados. Além disso, normas complexas acabam limitando a participação de empresas menores e de diferentes grupos sociais no sistema financeiro. Soma-se a isso um problema estrutural conhecido como “latência de liquidez”, ou seja, a dificuldade de transformar ativos em dinheiro de forma rápida e eficiente.
Historicamente, a forte concentração bancária também contribuiu para esse quadro: antes do avanço das fintechs, apenas cinco bancos controlavam cerca de 70% das contas bancárias na região, o que reduzia a concorrência e resultava em tarifas elevadas, que chegaram a girar em torno de 17%. No Brasil, esse contexto tornou ofertas públicas iniciais (IPOs) e outras captações públicas processos caros, demorados e burocráticos para muitas empresas.
Nos últimos anos, porém, a tokenização passou a ganhar espaço como uma alternativa capaz de reduzir essas barreiras e ampliar o acesso ao capital no Brasil e na América Latina. Na prática, a tecnologia permite que ativos financeiros sejam representados digitalmente em blockchain, facilitando sua negociação e ampliando o acesso a investidores de diferentes partes do mundo. Com isso, emissores conseguem acessar liquidez internacional de forma mais eficiente, e investidores passam a ter mais opções de participação. Esse movimento também contribui para a integração dos criptoativos à infraestrutura financeira global, especialmente quando esses instrumentos circulam em mercados abertos e regulados. Um exemplo desse avanço é a criação, pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), do regime FÁCIL, um novo modelo regulatório simplificado que busca reduzir entraves burocráticos, tornar mais ágeis as exigências de divulgação de informações e diminuir os custos de conformidade para PMEs interessadas em acessar o mercado de capitais.
A tokenização também se apresenta como uma estratégia relevante para o desenvolvimento de negócios, oferecendo mais flexibilidade aos investidores, liquidação quase imediata, negociações a qualquer hora e a possibilidade de autocustódia dos ativos. Na prática, isso reduz barreiras de entrada tanto para emissores quanto para investidores. Com a diminuição dos custos de emissão em até 50%, chegando a patamares entre 2% e 4% do capital captado, prazos de listagem reduzidos para 60 a 90 dias e a viabilização da propriedade fracionada, os valores mobiliários baseados em blockchain tornam o investimento mais acessível e eficiente.
“Embora ainda estejamos no início dessa transformação, não é exagero dizer que a tokenização representa a primeira oportunidade real, em gerações, de repensar o sistema financeiro, reduzir custos, acelerar o acesso ao capital e criar uma conexão mais direta entre emissores e investidores. Trata-se de uma solução prática e já disponível, que diminui barreiras de entrada para empreendedores e investidores e amplia os benefícios do mercado para diferentes camadas da sociedade, algo especialmente relevante e urgente para a América Latina”, afirma Jesse Knutson, Chief Operating Officer da Bitfinex Securities.
Nesse contexto, a Bitfinex Securities vem liderando o debate sobre o futuro dos mercados de capitais na América Latina por meio de várias iniciativas, como o Plan B Forum, que inclui o Bitfinex Securities Day, realizado em El Salvador. O país se consolidou como pioneiro no uso de Bitcoin e criptomoedas na região, apoiado por uma abordagem regulatória disruptiva, visionária e agnóstica. Esses encontros reforçam o potencial transformador da tokenização e das ofertas de tokens de valores mobiliários (security tokens) para reguladores, emissores, investidores e demais participantes do mercado.
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