Julia Santos, Especialista em Ativos Digitais na InvestSmart XP e fundadora da Contadora Cripto
Esse recuo é uma consequência direta do mercado como um todo: com as taxas de juros no Brasil e lá fora ainda em patamares elevados, os ativos de crédito tornam-se uma opção mais interessante aos olhos dos investidores comparados ao Bitcoin, devido ao risco de cada ativo. Outro ponto importante dessa queda se deu devido à grande correção de preço do Bitcoin em 2026 e às expectativas frustradas em 2025.
Isso reflete nos investidores uma nova mudança de mentalidade: ao invés de escolher ativos devido ao hype, o foco passa a ser alocação estratégica, pensando em criptomoedas com teses mais sólidas.
Apesar da queda do Bitcoin, as stablecoins continuam resilientes, tendo uma movimentação até 12 vezes mais que o Bitcoin no Brasil, e isso se dá devido ao seu uso para remessas, pagamentos do dia a dia e hedge cambial, mostrando que o investidor já reconhece a força e a forma como o mercado de câmbio está mudando, bem como formas de contornar os altos impostos do IOF.
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