Relatório da Chainalysis mostra explosão de fraudes de impersonação, alta no valor médio dos golpes e uso crescente de inteligência artificial
São Paulo, 13 de janeiro de 2026 — Os golpes envolvendo criptomoedas seguem avançando em escala e sofisticação. De acordo com o capítulo “Scams” do 2026 Crypto Crime Report, divulgado hoje pela Chainalysis, as fraudes com criptoativos podem ter gerado perdas de até US$ 17 bilhões em 2025, considerando tanto os valores já identificados on-chain quanto projeções baseadas na descoberta contínua de novos endereços ilícitos.
Até o momento, a análise aponta que scams receberam ao menos US$ 14 bilhões em criptomoedas em 2025. Segundo o relatório, esse número tende a crescer à medida que novas carteiras associadas a fraudes são identificadas ao longo do tempo.
Golpes mais lucrativos
Além do aumento no volume total, os dados mostram que as fraudes estão se tornando mais lucrativas por vítima. Em 2025, o valor médio pago em golpes saltou de US$ 782 para US$ 2.764, um crescimento de 253% em relação ao ano anterior — um indicativo de que as operações criminosas vêm se tornando mais eficazes em convencer usuários a transferirem recursos.
Impersonação em alta
Esse movimento está diretamente ligado à rápida expansão dos golpes de impersonação, em que criminosos se passam por empresas, plataformas, autoridades ou figuras públicas para enganar vítimas. Esse tipo de fraude registrou um crescimento superior a 1.400% em relação a 2024, tornando-se um dos vetores mais dinâmicos do ecossistema de scams.
Fraudes mais sofisticadas
O relatório mostra que as categorias tradicionais de golpes, como os esquemas de investimento de alto rendimento (high-yield investment programs – HYIP) e o chamado pig butchering — em que vítimas são abordadas ao longo de semanas ou meses antes de serem induzidas a investir — continuam liderando em volume, mas agora aparecem cada vez mais combinadas com outras táticas.
Em muitos casos, uma mesma operação reúne engenharia social, phishing, manipulação técnica de carteiras e múltiplas estratégias de persuasão, elevando o grau de complexidade das fraudes.
IA e golpes “industriais”
Essa sofisticação tem sido potencializada pelo uso crescente de ferramentas tecnológicas avançadas, como serviços de phishing-as-a-service, conteúdos gerados por inteligência artificial e até deepfakes, que ajudam a tornar abordagens fraudulentas mais convincentes e difíceis de identificar.
O resultado é um cenário em que os golpes deixam de ser iniciativas pontuais e passam a operar como estruturas quase industriais, com modelos de negócio próprios e capacidade de escalar rapidamente.
Redes globais e exploração humana
A análise on-chain aponta para a forte presença de redes criminosas no leste e sudeste da Ásia no comando de grandes operações de scam. Em alguns casos, essas estruturas estão associadas a esquemas que envolvem exploração humana, com vítimas de tráfico sendo forçadas a atuar em centros de fraude, especialmente em países como Camboja e Mianmar.
Esse contexto revela que parte das fraudes com criptomoedas deixou de ser apenas um crime digital e passou a integrar cadeias criminosas complexas, com impactos sociais e humanitários.
Resposta das autoridades
Ao mesmo tempo, o relatório destaca que autoridades e forças de segurança vêm ampliando sua capacidade de resposta. Entre os casos citados estão:
uma das maiores recuperações de criptoativos já registradas no Reino Unido, com a apreensão de mais de 61 mil bitcoins ligados a esquemas de fraude;
uma operação que resultou na apreensão de US$ 15 bilhões em ativos associados ao Prince Group, organização criminosa ligada a golpes em larga escala.
Esses exemplos mostram que, embora as fraudes digitais estejam em expansão, a capacidade de investigação e cooperação internacional também avança.
Olhando para 2026
Para os analistas responsáveis pelo estudo, os dados de 2025 indicam que os golpes com criptomoedas entraram em uma fase de profissionalização acelerada, combinando engenharia social, tecnologia avançada e infraestrutura criminosa globalizada.
À medida que essas práticas evoluem, cresce também a necessidade de monitoramento mais sofisticado, cooperação internacional e educação de usuários, como caminhos essenciais para reduzir o impacto das fraudes no ecossistema de ativos digitais.
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