Mesmo após um ano volátil, o Bitcoin segue no radar como reserva de valor; No Brasil, mercado financeiro começa a aceitar aportes na criptomoeda
O Bitcoin não teve um 2025 fácil. As oscilações de preço ao longo de todo o ano influenciaram comportamento de mercado, risco e até litígios em torno de perdas e conduta, um lembrete de que volatilidade ainda é parte do jogo. Ainda assim, a leitura institucional não desapareceu. Pelo contrário: a tese de Bitcoin como reserva de valor continua evoluindo, com empresas reforçando posições, dados públicos que indicam que companhias listadas ultrapassaram a marca de 1 milhão de BTC em holdings, e com discussões cada vez mais formais no ecossistema de finanças e governança.
Esse movimento também aparece no debate público. Bancos centrais e formuladores de política monetária em alguns países passaram a tratar o tema como algo que merece estudo, não como “moda”, mas como hipótese de portfólio/reserva. O próprio Banco Central da República Tcheca já falou publicamente sobre a ideia de um “portfólio de teste” em bitcoin dentro das reservas, e relatórios de research vêm discutindo o papel potencial do Bitcoin frente ao ouro como ativo de reserva no longo prazo.
No Brasil, a discussão está ficando mais pragmática, o mercado financeiro só escala Bitcoin quando ele vira processo, e não apenas acesso. “Não basta alguém ‘conseguir pagar em BTC’, o investidor quer tranquilidade para aportar em produtos do mercado financeiro tradicional diretamente com bitcoin e, principalmente, ter clareza sobre o que acontece depois: confirmação do aporte, extrato, posição e evidências organizadas. É isso que reduz fricção, reduz suporte e aumenta confiança, especialmente para quem está acostumado ao padrão de prestação de contas do setor”, explica Pedro Xavier, CEO da Mannah, startup especializada em blockchain.
Dentro desse contexto, começam a surgir iniciativas que tratam Bitcoin como trilho de aporte e também como componente de tesouraria, com foco em governança, transparência e rastreabilidade. Uma das casas que já opera esse modelo é a Acura, que passou a oferecer a clientes a possibilidade de aportar em produtos via carteira em Bitcoin com uma experiência mais clara e organizada de acompanhamento e posição. “O mercado não precisava apenas de ‘aceitar Bitcoin’. Precisava de um padrão de governança e transparência para o investidor, com previsibilidade operacional”, diz Fernando Senna, sócio da Acura. “Quando você organiza a experiência do investidor e a rastreabilidade, o Bitcoin deixa de ser exceção e vira um trilho viável dentro da estratégia.”
A proposta, na prática, é aproximar o Bitcoin da linguagem do mercado financeiro, com menos improviso, mais disciplina. Para o cliente final, o ganho é direto. Aportar com Bitcoin sem ficar refém de trocas intermináveis de mensagens para confirmar recebimento e alocação, e com extratos e evidências acessíveis. Já para as instituições, o ganho é estrutural, com registros consistentes, trilha auditável e governança interna que viabiliza não só captação, mas também uma conversa mais madura sobre reserva em Bitcoin.
A tecnologia por trás desse tipo de fluxo também vem evoluindo: além de organizar extratos e evidências, é possível registrar uma trilha auditável com prova verificável em blockchain para determinados eventos e documentos, elevando a capacidade de auditoria e reduzindo disputas sobre integridade de registros. “A adoção de Bitcoin no mercado financeiro depende menos de discurso e mais de confiança: extrato, evidência, governança e uma experiência simples”, afirma Pedro Xavier. “Nosso foco foi preparar o mercado para operar aportes e reserva em Bitcoin de forma auditável, com prova verificável em blockchain quando necessário, sem interferir na política ou no operacional de cada instituição.”
Do ponto de vista regulatório, um ponto ajuda a reduzir ruído é separar o que é operação do que é gestão. Custódia, conversão e execução permanecem com a instituição e seus provedores; a camada tecnológica atua como backoffice de organização, evidências e auditoria. Essa separação é importante num cenário em que o Brasil vem detalhando obrigações para prestadores de serviços de ativos virtuais (PSAVs), reforçando a necessidade de clareza de papéis e controles.
Em um ambiente em que “Bitcoin como reserva” já virou pauta corporativa no exterior e a adoção institucional se reflete em dados públicos, o passo seguinte no mercado financeiro é previsível: criar padrão de governança e transparência para que o ativo deixe de ser exceção e passe a ser estratégia, tanto para captação quanto para tesouraria.
Saiba mais sobre a Mannah: Fundada por Pedro Xavier e Christian Aranha, a Mannah é uma startup especializada em tecnologia Blockchain. A empresa tem como objetivo descomplicar a blockchain e mostrar ao mercado que ele vai além das criptomoedas – o ativo mais conhecido dos brasileiros – e democratizar o acesso a esta tecnologia, que tem potencial para transformar o mercado financeiro. A Mannah viabilizou, em parceria com a Hathor e a Acura, a tokenização de R$1 bilhão em precatórios, se tornando o maior RWA (ativos do mundo real) tokenizado na América Latina. Saiba mais em: https://www.mannah.io/
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