Impulsionado pelos ETFs e pelo crescimento anual de 30% a 40% das stablecoins, setor avança para um estágio mais maduro e institucionalizado
São Paulo, 28 de janeiro de 2026 – A Ripio, empresa de infraestrutura cripto com mais de 12 anos de atuação na América Latina e com alcance de mais de 25 milhões de usuários, apresenta um balanço do mercado de criptomoedas e as perspectivas para o setor em 2026. O CEO e cofundador da companhia, Sebastian Serrano, detalha os planos para ampliar o lançamento de stablecoins locais em diferentes países da região, como parte da estratégia de aproximar o ecossistema cripto das instituições financeiras tradicionais.
O mercado cripto está entrando em um “inverno”?
Desde outubro de 2025, o mercado de criptomoedas vem registrando quedas de preço, especialmente o Bitcoin. Esse movimento reacendeu o debate sobre a possibilidade de um novo “inverno cripto” – período marcado por retração e menor atividade no setor. Segundo Serrano, o chamado bear market já está em curso e o Bitcoin pode chegar a cerca de US$ 75 mil ao longo de 2026. Ainda assim, o CEO da Ripio avalia que o momento atual é diferente dos ciclos anteriores.
De acordo com o executivo, a entrada de investidores institucionais e o avanço dos ETFs de Bitcoin ajudaram a tornar o mercado mais estruturado e resiliente. Isso fez com que as quedas recentes fossem mais moderadas, já que há maior participação de compradores vindos do mercado financeiro tradicional. “Não diria que já estamos em pleno inverno, mas talvez estejamos entrando nele. Podemos ter um ou dois trimestres razoáveis antes de uma correção maior”, afirma Serrano. “Se o inverno vier, a tendência é que seja mais curto, de cerca de um ano.”
O que muda no mercado em 2026?
Para Sebastian Serrano, o mercado cripto está entrando em uma fase mais madura. Na prática, isso significa menos oscilações bruscas de preço e mais foco em soluções com uso real, liquidez e aplicação prática no dia a dia. Segundo ele, a presença de grandes investidores ajuda a absorver movimentos de venda que antes provocavam quedas acentuadas. Com isso, o mercado tende a se tornar mais estável e previsível.
“Em 2026, o setor deve ser menos eufórico e mais racional, com menor participação do varejo e maior adoção institucional”, analisa. “No longo prazo, o Bitcoin segue com tendência de valorização, apoiado pela escassez e pelo seu papel como ativo de proteção.”
Stablecoins locais ganham espaço
Outro tema que deve ganhar ainda mais relevância em 2026 são as stablecoins, especialmente aquelas atreladas a moedas locais. Apesar do crescimento desse mercado, que hoje possuí uma capitalização total de cerca de U$317 bilhões, Serrano aponta alguns desafios que ainda dificultam a adoção em larga escala.
Entre eles estão a experiência de entrada do usuário, que ainda pode ser complexa, e os efeitos do câmbio. Em muitos casos, o uso de stablecoins dolarizadas cria um descompasso com economias locais, já que renda e despesas estão na moeda nacional, enquanto reservas financeiras passam a ser atreladas ao dólar. Nesse contexto, o CEO da Ripio destaca o potencial das stablecoins lastreadas em moedas locais, como a wARS, vinculada ao peso Argentino e já lançada no país vizinho, o wBRL, vinculado ao real brasileiro, o wMXN, vinculado ao peso mexicano, entre outras que também serão anunciadas em breve para Chile, Peru e Colômbia – todas elas lançadas pela própria Ripio. Segundo ele, esses ativos ajudam a reduzir fricções cambiais e facilitam o uso de soluções cripto por empresas e consumidores.
O executivo revela que uma das estratégias da Ripio é ampliar o lançamento de stablecoins locais ao longo de 2026, com foco em fortalecer a conexão entre o ecossistema cripto e grandes instituições financeiras. “A oferta de stablecoins cresce entre 30% e 40% ao ano, e o volume de transações acompanha esse ritmo”, afirma Serrano. “É um segmento que cresce independentemente dos ciclos do mercado, e há um consenso no setor de que as stablecoins serão protagonistas na próxima década.”
Saiba mais sobre a Ripio
Com quase 13 anos de trajetória no mercado, a Ripio nasceu em 2013 na Argentina e, atualmente, lidera o ecossistema cripto na América Latina. Além disso, conta com um alcance de mais de 25 milhões de usuários por meio de suas verticais de negócio B2C e B2B (esta última chamada de Ripio Business).
Além do aplicativo, no qual os usuários podem operar com mais de 40 criptomoedas diferentes e acessar outros produtos cripto – como o Ripio Card, cartão internacional pré-pago com cashback, protocolos DeFi, entre outros –, a Ripio também oferece infraestrutura e soluções para empresas de toda a América Latina. Outros produtos e serviços oferecidos pela Ripio Business são o crypto-as-a-service (para empresas que buscam incorporar a oferta de criptomoedas em seus produtos de forma segura e simples) e tokenização.
Entre os principais clientes da Ripio estão Mercado Pago – no Brasil, México e Chile –, IOL Inversiones – na Argentina –, Ripple, Coinbase e OCA Blue – o serviço de contas oferecido pela OCA, por meio do grupo Itaú Unibanco Holding, no Uruguai.
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