A indústria blockchain continua atraindo profissionais de diferentes áreas criativas e tecnológicas. Entre eles está Fernando Quevedo, artista e empreendedor que encontrou nas NFTs uma nova forma de unir arte, tecnologia e impacto social dentro do ecossistema cripto.
Conhecido nas redes como Quevedo Art, o artista se destacou por explorar cedo o universo dos tokens não fungíveis (NFTs) no Brasil, em uma época em que poucos criadores estavam dispostos a experimentar esse novo modelo de monetização digital.
Atualmente, além de sua atuação artística, Quevedo também se prepara para lançar uma coluna dedicada à interseção entre arte e tecnologia no portal Bitcoin Block, ampliando sua presença dentro da indústria blockchain brasileira.
O início da jornada no universo das NFTs
A entrada de Fernando Quevedo no mundo cripto aconteceu de forma experimental. Sem um conhecimento profundo inicial sobre blockchain, ele decidiu aprender na prática criando suas primeiras obras em formato de NFT.
Segundo o artista, o processo foi marcado por tentativa e erro, algo comum entre os primeiros criadores que exploraram esse mercado.
Ao longo do tempo, essa postura pioneira acabou se transformando em vantagem competitiva. Como poucos artistas estavam se aventurando no setor naquele momento, Quevedo conseguiu ganhar visibilidade rapidamente dentro da comunidade cripto.
Esse movimento o colocou entre os primeiros artistas brasileiros a experimentar a tokenização da arte digital.
NFTs como ferramenta de impacto social
Um dos aspectos mais marcantes da trajetória de Quevedo é o uso de NFTs para fins beneficentes.
Entre os projetos realizados, um dos mais emblemáticos foi o leilão de um NFT criado em parceria com a lutadora Jojo Todynho. A obra foi vendida por 1 ETH, e o valor arrecadado foi destinado a ajudar no tratamento de epilepsia severa de uma criança que precisava viajar para a Rússia.
A iniciativa mostrou como o blockchain pode ser utilizado não apenas como ferramenta de investimento, mas também como mecanismo de mobilização social.
Outro momento marcante aconteceu durante o evento BitSampa, realizado em maio de 2022. Na ocasião, uma obra física acompanhada de NFT foi leiloada por aproximadamente 70 mil reais em Ethereum.
Todo o valor arrecadado foi destinado ao GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), uma das instituições mais respeitadas do Brasil no tratamento de câncer infantil.
Esses eventos ajudaram a consolidar o nome do artista dentro do mercado cripto brasileiro.
Informação e aprendizado contínuo no mercado cripto
Para Fernando Quevedo, acompanhar o mercado de criptomoedas exige atualização constante.
Ele afirma que grande parte de seu aprendizado vem do contato direto com outros participantes da indústria. Conversas com profissionais do setor, consumo de conteúdos especializados e vídeos sobre tecnologia blockchain fazem parte de sua rotina de estudo.
Esse processo contínuo de aprendizado é essencial em um mercado que evolui rapidamente.
Conselhos para quem está entrando no mundo das criptomoedas
Ao falar sobre sua experiência no setor, Quevedo destaca a importância da cautela para novos participantes do mercado.
Segundo ele, o ambiente cripto pode parecer extremamente atrativo à primeira vista, o que leva muitas pessoas a tomarem decisões precipitadas.
Seu conselho é simples: manter a mente fria e analisar cada oportunidade com cuidado.
Para o artista, é fundamental entender que muitas oportunidades podem parecer promissoras inicialmente, mas apenas o tempo e a análise crítica conseguem separar projetos sólidos de armadilhas.
Ele também ressalta a importância de estudar tendências e observar o comportamento histórico do mercado, já que muitos ciclos acabam se repetindo ao longo do tempo.
Arte, tecnologia e comunidade
Para Fernando Quevedo, um dos aspectos mais fascinantes do universo cripto é a comunidade que se forma ao redor dessa tecnologia.
O mercado de criptomoedas é extremamente dinâmico e frequentemente proporciona encontros entre pessoas inovadoras, empreendedores e entusiastas que estão tentando construir novas formas de economia digital.
Eventos, networking e colaboração entre profissionais são vistos por ele como parte essencial desse ecossistema.
Dentro desse contexto, Quevedo recebeu recentemente um convite para integrar o portal Bitcoin Block como colunista.
A nova coluna Tech Art
O próximo passo em sua jornada será o lançamento do programa Tech Art, uma coluna dedicada à interseção entre arte e tecnologia blockchain.
O projeto será publicado no Bitcoin Block e terá dois formatos:
- coluna em texto
- programa em vídeo
A proposta é explorar como a tecnologia blockchain pode transformar o universo criativo, abordando temas como NFTs, arte digital, cultura Web3 e inovação tecnológica.
Um jantar com Satoshi Nakamoto
Quando questionado sobre o que faria se pudesse encontrar Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, Quevedo responde de forma descontraída.
Ele diz que levaria Satoshi para comer uma pizza paulista, que considera uma das melhores do mundo.
Durante o encontro, faria apenas uma pergunta: por que tanto mistério em torno de sua identidade?
Além disso, aproveitaria a oportunidade para mostrar um quadro que pintou em homenagem ao criador do Bitcoin e agradecer pelo impacto revolucionário da tecnologia que ele trouxe ao mundo.
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