Publicação da Binance Research, braço de pesquisa da exchange, destaca movimentos históricos, riscos e oportunidades para investidores
Autor: Flavia Cardoso
A escalada do conflito no Oriente Médio aumentou a volatilidade no mercado de energia. Operações diretas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã elevaram as preocupações com possíveis interrupções no Estreito de Hormuz
Com ataques de Israel e EUA ao Irã, o preço do Bitcoin atingiu a mínima de US$ 63.030 no dia 28/02.
Apesar da rápida queda com a notícia, a principal criptomoeda do mercado voltou a ser negociada a níveis mais altos, e atingiu a máxima, até o momento desta publicação, de US$ 68.199.
O Bitcoin recuou aproximadamente 23% nos primeiros 50 dias de 2026, marcando seu início de ano mais fraco em algum tempo. Esse dado, naturalmente, convida comparações com bear markets anteriores.
Entre 18 e 23 de fevereiro, o “vai-e-volta” tarifário nos EUA mexeu com os mercados financeiros. Nos EUA, a decisão da Suprema Corte contra tarifaços (IEEPA), seguida pela reação de Donald Trump com novas tarifas temporárias (10% e depois 15%), abriu um regime de incerteza jurídica e comercial que piorou o apetite por risco.
A economia criativa enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente artistas, produtoras e plataformas digitais: prazos longos de pagamento e baixa previsibilidade financeira.
Desde que Donald Trump tomou posse do governo dos EUA, em 20 de janeiro de 2025, o desempenho dos ativos passou a mostrar fortes divergências, refletindo uma combinação de fatores macroeconômicos, mudanças na estrutura dos mercados e dinâmicas específicas do universo cripto.
Para Pedro Xavier, tratar os dois como opostos é ignorar que ambos expõem a mesma fragilidade do sistema financeiro e respondem aos mesmos ciclos de risco, escassez e política monetária
Os ETFs de Bitcoin à vista voltaram a registrar saídas relevantes de capital e atingiram o menor nível de ativos sob gestão (AUM) do ano, refletindo o momento de alta volatilidade e aversão ao risco no mercado cripto.
A Mantiqueira, uma das maiores produtoras de ovos da América Latina, deu um passo relevante na adoção de blockchain como ferramenta de rastreabilidade, passando a monitorar toda a cadeia produtiva — dos insumos consumidos pelas galinhas até os ovos que chegam ao consumidor final.
Desde 2017 no mercado cripto, Arthur CripThu construiu sua trajetória atravessando ciclos completos de euforia e queda. Em entrevista, ele explica como a vivência em múltiplos invernos moldou sua visão de risco, por que defende o Bitcoin como única moeda verdadeiramente soberana e como enxerga o futuro das criptomoedas no Brasil.
A reação imediata do mercado à proposta de tarifas sobre a Groenlândia foi contida. Ainda assim, o movimento adiciona mais um elemento ao cenário de incerteza geopolítica persistente…
No ranking anual elaborado pela Travelex Confidence, moeda norte-americana representou 51,74% do volume transacionado no Brasil
Análise da Chainalysis mostra como tensões geopolíticas, instabilidade interna e pressão econômica impulsionaram a atividade cripto no país
A Coreia do Sul está se preparando para abrir seu mercado a ETFs de Bitcoin à vista (spot) em 2026, como parte de uma estratégia mais ampla para impulsionar o crescimento econômico e modernizar seu sistema financeiro.
A Riot Platforms, Inc. (Nasdaq: RIOT), uma das maiores empresas de mineração de Bitcoin dos Estados Unidos, anunciou no dia 6 de janeiro que vendeu 1.818 BTC em dezembro de 2025, totalizando aproximadamente US$ 161,6 milhões.
Apesar da recente recuperação e da quebra da resistência dos US$ 90 mil, o estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, mantém uma projeção cautelosa para o Bitcoin.
A Nike concluiu discretamente a venda da sua subsidiária de produtos digitais RTFKT em 16 de dezembro, encerrando oficialmente sua incursão no mercado de NFTs e colecionáveis em blockchain.
O mercado de ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos alcançou um novo marco histórico. O volume acumulado de negociação dos ETFs cripto à vista ultrapassou US$ 2 trilhões no dia 2 de janeiro de 2026, segundo dados do painel da The Block.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante uma coletiva em Mar-a-Lago que os EUA assumiriam controle temporário da Venezuela após uma suposta operação militar que teria resultado na captura do presidente Nicolás Maduro.
Tony, criador do canal JRNY Crypto, voltou a chamar atenção do mercado ao afirmar que o atual ciclo do Bitcoin parece calmo na superfície, mas revela uma mudança estrutural profunda nos bastidores.
O Tajiquistão aprovou novas emendas ao seu Código Penal que impõem penas criminais para atividades não autorizadas de mineração de criptomoedas, marcando a primeira grande iniciativa regulatória do país sobre o tema.
A edição deste ano do fórum Russia is Calling! trouxe uma declaração que imediatamente repercutiu no mercado global: Vladimir Putin reconheceu que o avanço de novas tecnologias de pagamento — incluindo o Bitcoin — é inevitável.
O Reino Unido acaba de aprovar uma lei que pode redefinir o futuro da indústria cripto global. Com a aprovação do Property (Digital Assets etc.) Act 2025, o país oficializa uma terceira categoria de propriedade — destinada exclusivamente a ativos digitais como Bitcoin, stablecoins e tokens na blockchain.
Ethereum acaba de dar um passo técnico estratégico — e o mercado está tentando interpretar o sinal. Com o aumento do limite de gás por bloco e o Fusaka Upgrade prestes a entrar em operação, a rede se prepara para absorver mais demanda, mais aplicações e mais volume.
A tão esperada altseason continua sendo um fantasma no horizonte do mercado cripto. Mesmo com novos produtos institucionais chegando — como ETFs de Solana, XRP e agora Dogecoin — o apetite institucional parece estagnado.
Depois de meses de hype, threads inflamadas no X e previsões otimistas de analistas, o primeiro ETF spot de Dogecoin (GDOG) finalmente estreou nas bolsas reguladas dos Estados Unidos. Mas o resultado não foi histórico — foi um banho gelado de realidade.
O mercado de derivativos de Bitcoin finalmente esfriou — e isso não é apenas um ajuste técnico. É um sinal psicológico. Depois de meses de alavancagem crescente, posições exageradas e traders apostando no “nunca cai”, o mercado entrou na fase mais desconfortável possível: silêncio, cautela e medo calculado.
O mercado cripto passou por outra semana frenética. Bitcoin caiu, reguladores apertaram, investidores fugiram do risco — mas a história mais curiosa não veio do preço. Veio do código.
A semana foi turbulenta — dólar mais forte, aversão ao risco global, queda brutal no mercado cripto e ruídos políticos no Brasil. Mesmo assim, América Latina fez algo que Wall Street ainda não entendeu: sobreviveu — e, em alguns casos, prosperou.

