Análise realizada pela primeira vez mediu a economia gerada pela substituição de TEDs e cartões de débito desde 2020. Impacto foi de R$ 18,9 bilhões só em 2025
São Paulo, 7 de agosto de 2025. O PIX já resultou em uma economia de R$ 106,7 bilhões para consumidores e empresas brasileiras desde sua criação, em 2020. A estimativa faz parte de um estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), que pela primeira vez quantifica o impacto financeiro direto do sistema de pagamentos instantâneos sobre a economia do país.
A análise considera dois efeitos principais: a substituição de TEDs por transferências via PIX e o aumento dos pagamentos de pessoas físicas para empresas (P2B) por PIX, em lugar dos cartões de débito. Com base em dados públicos do Banco Central, o cálculo compara o custo médio dessas formas de pagamento e aplica essa diferença ao volume real de transações realizadas de outubro de 2020 a junho de 2025.
“A adoção do PIX representou uma mudança estrutural no sistema financeiro. É uma solução de política pública que reduziu custos, ampliou a eficiência e melhorou o ambiente de negócios no Brasil”, afirma Tatiana Ribeiro, mestre em gestão e políticas públicas e diretora-executiva do MBC. “Ao medir esse impacto de forma objetiva, mostramos que inovação pode sim gerar competitividade e ganhos diretos para empresas e cidadãos.”
Apenas entre janeiro e junho de 2025, estima o estudo, o PIX gerou economia de R$ 18,9 bilhões. Mantido o ritmo de adesão e substituição de meios de pagamento, a projeção é de uma economia anual de até R$ 40,1 bilhões até 2030.
O levantamento foi elaborado a partir de dados públicos do Banco Central, usando a metodologia de “captura de custo” . A lógica é simples: calcular quanto seria gasto se a população continuasse utilizando meios mais caros, como TEDs ou cartões de débito, e comparar com o que foi efetivamente pago com o uso do PIX. A diferença entre esses dois cenários representa a economia real gerada pela nova tecnologia.
Além da economia com tarifas, o estudo também destaca efeitos indiretos do PIX, como o estímulo à formalização de pequenos negócios, a ampliação da bancarização da população e a redução do uso de dinheiro em espécie.
“O efeito é duplo: por um lado, há menos TEDs sendo feitas; por outro, mais pessoas estão pagando empresas com PIX em vez de débito. Ambos os movimentos representam redução de custo real para o sistema”, explica Rodolpho Tobler, economista do MBC responsável pelo estudo.
Futuro do PIX exige debate sobre governança
Do ponto de vista institucional, o MBC propõe uma reflexão sobre o modelo de governança do sistema, hoje inteiramente concentrado no Banco Central, que opera e regula a ferramenta. “Essa centralização contribuiu para garantir a implementação com segurança e alcance nacional. Mas, olhando para o futuro, é importante discutir como preservar a neutralidade do sistema, garantir sua sustentabilidade e estimular inovação contínua”, afirma Tatiana.
Experiências internacionais — como o UPI da Índia, o Swish da Suécia e o FPS do Reino Unido — foram analisadas no estudo como referência para entender diferentes modelos de operação e governança. Ao contrário do Brasil, mostra a análise, a maior parte desses países separa as funções de regulação e operação do sistema de pagamentos.
SOBRE O MBC
O Movimento Brasil Competitivo (MBC) é um think tank dedicado à competitividade do Brasil, que une setores público e privado para promover soluções práticas e sustentáveis em áreas chave para o desenvolvimento socioeconômico. Sua atuação se concentra em apoiar a redução do Custo Brasil, acelerar a digitalização, expandir a educação profissionalizante, promover a boa governança pública e alavancar a economia verde. Com base em dados e evidências, cada iniciativa do MBC é fundamentada por estudos técnicos com o objetivo de promover um ambiente de negócios robusto e próspero para beneficiar empresas, cidadãos e o desenvolvimento econômico do país.
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