De acordo com Chainanalysis, endereços ilícitos de criptomoedas receberam pelo menos US$ 154 bilhões em 2025. Isso representa um aumento de 162% ano a ano (YoY), impulsionado principalmente por um aumento dramático de 694% no valor recebido pelas entidades sancionadas. Nos últimos anos, as stablecoins passaram a dominar o cenário das transações ilícitas, e agora representam 84% de todo o volume de transações ilícitas. O CEO da Mannah, Pedro Xavier, falou um pouco sobre os dados e como combater essas movimentações ilegais.
“O combate ao crime com cripto não depende de banir a tecnologia. Depende de controlar com rigor as rampas de entrada e saída, com KYC/KYB bem feito, monitoramento contínuo, triagem de sanções e reporte de operações suspeitas. Stablecoins são rastreáveis e, em muitos casos, podem ser congeladas por emissores quando há base legal. O principal gargalo é a consistência do compliance e a cooperação rápida entre corretoras, emissores e autoridades.
Combate eficaz é uma combinação de prevenção, detecção e resposta. Na prevenção, entra KYC/KYB robusto, validação de beneficiário final, e exigências proporcionais ao risco do cliente e do volume. Na detecção, entram monitoramento de transações, análise on-chain, regras para sinais de alerta (ex.: endereços ligados a sanções, mixers, bridges de alto risco) e revisão contínua do perfil. Na resposta, entra a capacidade de agir rápido, com bloqueios, preservação de evidências, comunicação de operações suspeitas e cooperação operacional com emissores, corretoras e autoridades.
No Brasil, as consequências não dependem do ativo ser “cripto” ou “stablecoin”; elas recaem sobre a conduta. Quem participa de ocultação ou dissimulação de origem, destino ou propriedade de valores pode responder por lavagem de dinheiro. Além disso, há responsabilização por fraudes e outros crimes correlatos, e pode haver consequências administrativas e regulatórias para prestadores de serviços que falham em controles de prevenção (por exemplo, KYC deficiente, ausência de monitoramento, omissão de comunicações obrigatórias). Na prática, o risco aumenta muito quando há dolo, participação ativa, reiteração e uso de estruturas para dificultar rastreio.
Dentro do cripto, além de stablecoins, golpistas podem usar criptomoedas bem líquidas, como Bitcoin e outras, porque têm alta aceitação e permitem mover valores rapidamente. Depois, muitas vezes fazem o dinheiro passar por serviços e rotas que dificultam o rastreamento, como mixers (que misturam fundos de várias pessoas), bridges (que transferem valor entre blockchains) e sequências de trocas em plataformas DeFi. Em alguns casos, também entram ativos e ferramentas voltados a maior privacidade”, explica Xavier.
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