Introdução: o caso que chocou o DeFi em 2025
Em março de 2025, um incidente na Uniswap V3 voltou a acender o alerta máximo sobre os riscos de MEV (Maximal Extractable Value) no Ethereum. Um trader realizou um swap de US$ 220.764 em USDC para USDT e, em apenas oito segundos, recebeu apenas US$ 5.271 em USDT.
O resultado foi brutal: uma perda de aproximadamente 98%, causada por um ataque de sandwich executado por um bot de MEV, explorando slippage zero em uma transação de grande volume.
Esse episódio não é apenas um erro individual. Ele expõe falhas estruturais de DEXs baseadas em mempool público e serve como contraste direto com arquiteturas como THORChain e sua camada de aplicação, a Rujira, onde perdas extremas desse tipo são, na prática, inviáveis.
O que é MEV e como funciona um ataque de sandwich
MEV, ou Maximal Extractable Value, refere-se à capacidade de validadores ou bots explorarem a ordem das transações dentro de um bloco para extrair lucro.
No caso clássico de sandwich attack, o processo ocorre em três etapas:
- Front-run: o bot detecta uma grande ordem no mempool público e executa uma compra antes dela, elevando o preço.
- Execução da vítima: a transação do usuário é processada com pior preço, especialmente se o slippage estiver alto ou zerado.
- Back-run: o bot vende logo após, capturando o spread criado artificialmente.
No caso da Uniswap V3, o erro crítico foi a combinação de:
- Swap de alto volume
- Slippage tolerance configurado em 0%
- Execução em um mempool público e transparente
O resultado foi uma drenagem quase total do valor da transação.
Por que esse tipo de perda é comum no Ethereum
DEXs como Uniswap operam em um ambiente onde:
- O mempool é público, permitindo que qualquer bot veja transações pendentes.
- Validadores podem reordenar transações dentro de um bloco.
- Não há mecanismos nativos que tornem o MEV economicamente inviável.
Por isso, ataques de sandwich não são exceção — são parte do modelo econômico do Ethereum atual.
Mesmo com boas práticas, como uso de RPCs privados ou DEXs com proteção parcial, o risco estrutural permanece.
THORChain: uma arquitetura desenhada para matar o MEV
A THORChain foi construída desde o início para eliminar ou tornar antieconômicos ataques clássicos de MEV. Diferente do Ethereum, ela não tenta “mitigar depois”, mas sim remove o incentivo na raiz.
Principais mecanismos de proteção da THORChain
1. Slip-based fees (taxas baseadas em slippage)
Quanto maior o impacto de preço de um swap, maior a taxa dinâmica.
Isso consome diretamente qualquer lucro potencial de um atacante.
2. Fila de swaps ordenada por impacto
As transações não são processadas livremente pelo validador.
Elas seguem uma lógica de fila que reduz manipulação de preço.
3. Ausência de mempool público tradicional
Não existe um mempool aberto como no Ethereum.
Os swaps são processados via state machine no final do bloco, sem espaço para front-run.
4. Modelo econômico sem incentivo para MEV
A receita é distribuída entre consenso e liquidez, eliminando o incentivo financeiro para extração de MEV.
Resultado prático: sandwich attacks clássicos são não lucrativos ou impossíveis na camada base da THORChain.
Há discussões sobre arbitragem em streaming swaps, mas isso não é sandwich attack — não há reordenação no mesmo bloco nem perdas devastadoras como 98%.
Rujira: camada de aplicação com proteção herdada (e ampliada)
A Rujira é a camada de aplicação construída sobre a THORChain, utilizando CosmWasm e o mesmo consenso CometBFT (Tendermint).
Ela acessa diretamente a liquidez nativa da THORChain (BTC, ETH, etc.) e oferece:
- Orderbook DEX (RUJI Trade / FIN)
- Pools AMM (BOW)
- Lending, perps e outros produtos DeFi avançados
Por que a Rujira é ainda mais resistente a MEV
- Ordens limite não podem ser sanduichadas, pois não dependem do mesmo modelo de AMM.
- Não existe mempool explorável para bots.
- Extração de MEV exigiria colusão entre validadores, algo altamente improvável.
- A própria equipe da Rujira confirma proteções nativas contra MEV na camada de aplicação.
Na prática, o risco de uma perda instantânea e extrema por bots é próximo de zero.
Comparação direta: Uniswap vs THORChain vs Rujira
| Aspecto | Uniswap V3 (Ethereum) | THORChain (Base Layer) | Rujira (App Layer) |
|---|---|---|---|
| Mempool público | Sim | Não | Não |
| Sandwich attack | Altamente viável | Não lucrativo / impossível | Extremamente improvável |
| Proteção nativa | Nenhuma | Slip fees + fila + economia | Herdada + orderbook |
| Perda máxima possível | Até 98%+ | Limitada por design | Limitada por design |
Boas práticas ainda importam
Mesmo em arquiteturas mais seguras, algumas regras continuam válidas:
- Nunca operar com slippage desnecessariamente alto
- Preferir DEXs com proteção estrutural
- Entender o modelo econômico da blockchain onde você opera
No Ethereum, usar ferramentas como CoW Swap, private RPCs e limites de slippage entre 1% e 5% é obrigatório para grandes swaps.
Na THORChain e na Rujira, isso vira boa prática, não questão de sobrevivência.
Conclusão
O caso da Uniswap V3 em 2025 não foi azar — foi consequência direta de uma arquitetura que permite MEV por design.
Já THORChain e Rujira representam uma evolução clara: blockchains e aplicações onde o incentivo econômico ao ataque simplesmente não existe.
Se você opera DeFi com volumes relevantes, entender essa diferença não é opcional — é gestão de risco básica.
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