Vitor Cavalieri, Head de Internacional da InvestSmart XP
Nas últimas semanas, dois temas têm dominado o mercado global. O primeiro é a indicação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, que trouxe uma pausa na narrativa de desvalorização do dólar. O segundo é a rotação de capital para fora das empresas percebidas como perdedoras na corrida por inteligência artificial, com investidores cada vez mais seletivos sobre quem, de fato, vai capturar valor nesse novo ciclo. É dentro desse contexto que os resultados das Magnificent Seven precisam ser lidos.
A temporada de balanços mostrou, de forma geral, crescimento sólido de receitas e lucros, sustentado por uma demanda ainda forte por inteligência artificial. Ao mesmo tempo, ficou claro que o mercado entrou em uma nova fase, em que o nível de investimentos, especialmente em capex, passou a importar tanto quanto o crescimento. A Amazon entregou um bom trimestre operacional, com AWS forte e melhora de margens, mas o guidance de capex para 2026, muito acima do esperado, levantou dúvidas sobre o prazo e o retorno desses investimentos. A Alphabet também apresentou um desempenho operacional robusto, com forte crescimento do Google Cloud e expansão de margens, mas enfrentou ceticismo semelhante diante de um plano de investimentos mais agressivo.
A Apple surgiu como um contraponto importante nesse ambiente. Mesmo com uma abordagem mais cautelosa em inteligência artificial, mostrou crescimento consistente, recuperação relevante na China, forte geração de caixa e disciplina de capital, o que explica a reação positiva das ações. A Meta também respondeu bem, com crescimento acelerado do negócio de anúncios, boa execução operacional e sinais claros de que os investimentos em IA já começam a se traduzir em eficiência e monetização.
A Tesla segue sendo um caso particular. O trimestre foi misto, com pressão em volumes, mas o mercado continua olhando a companhia menos como uma montadora tradicional e mais como uma plataforma de tecnologia, inteligência artificial e robótica. A Microsoft permanece como a principal referência em monetização de IA, combinando crescimento previsível e maior visibilidade de retorno. Já a Nvidia continua no centro da infraestrutura global de inteligência artificial, com demanda forte, embora o mercado já comece a discutir os limites desse ciclo.
O recado do mercado é o seguinte: a inteligência artificial segue sendo estrutural, mas disciplina de capital, clareza sobre monetização e visibilidade de retorno passaram a ser essenciais. Em um ambiente de rotação de capital e mudança de narrativa macro, separar vencedores reais de promessas tornou-se ainda mais importante.
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