Após uma forte correção em fevereiro, quando a capitalização total do mercado de criptomoedas caiu 22,6% e chegou a US$ 2,36 trilhões, o setor começa a dar sinais de recuperação. Nesta segunda-feira (16), o valor total do mercado de criptomoedas se recuperou para cerca de US$ 2,6 trilhões, refletindo a expectativa de melhora na liquidez global e retomada de fluxos em produtos ligados a criptoativos.
De acordo com o último relatório mensal da Binance Research, braço de pesquisa da maior plataforma de criptomoedas do mundo em volume de negócios e usuários, mesmo com a volatilidade recente, um segmento segue em clara expansão: os ativos do mundo real tokenizados (RWAs, na sigla em inglês), que alcançaram cerca de US$ 25,4 bilhões em valor. Trata-se de um aumento de aproximadamente 4,7% em relação ao mês anterior.
“O crescimento foi impulsionado por produtos lastreados em títulos do Tesouro e pelo renovado interesse em ouro tokenizado em meio à alta dos preços globais do metal precioso. Apesar da volatilidade mais ampla do mercado, o aumento tanto no valor dos ativos quanto no número de detentores destaca o interesse contínuo na tokenização de RWAs por parte de participantes institucionais e de varejo”, enfatiza o relatório.
Crescimento mensal líquido dos RWA por categoria – Fonte: rwa.xyz, Binance Research (02/03/26)
Sequência de baixa
Conforme aponta o relatório, no mês de fevereiro, o sentimento do mercado permaneceu profundamente negativo, com o Índice de Medo e Ganância (Fear & Greed Index) permanecendo abaixo de 20 e chegando a cair brevemente para a mínima histórica de 5. Com o desempenho de fevereiro, o mercado registrou cinco meses consecutivos de retornos negativos para os principais criptoativos, uma sequência não vista desde o mercado de baixa de 2018.
Capitalização de mercado mensal das criptomoedas diminuiu 21,4% em fevereiro – Fonte: CoinGecko (02/03/26)
ETFs de Bitcoin à vista registram entradas
Olhando para o futuro, os mercados estão atentos a sinais de estabilização, à medida que os ETFs de Bitcoin à vista voltam a registrar entradas líquidas, enquanto o pico da temporada de restituição de impostos nos EUA nas próximas semanas pode fornecer liquidez adicional para ativos de risco.
Na última semana, os produtos de investimento em ativos digitais, incluindo ETFs, registraram entradas de US$ 1,06 bilhão pela terceira semana consecutiva, destacando a resiliência em meio à tensão geopolítica. O Brasil respondeu por US$ 2,5 milhões dessas entradas semanais, segundo levantamento da CoinShares.
Apesar da recente recuperação, o desempenho dos 10 principais criptoativos foi amplamente negativo em fevereiro.
O Bitcoin também permaneceu sob pressão, caindo significativamente em relação à sua máxima histórica e se aproximando de seu preço realizado perto de US$ 54 mil, um nível historicamente associado às fases finais de desalavancagem. Hoje, a maior criptomoeda do mercado é negociada acima dos US$ 73 mil, uma alta de 35% desde a mínima do ano.
O TRX mostrou-se o mais resiliente, com queda de apenas 4,6%. Entre as demais altcoins, Ethereum, Solana e BNB caíram 30,8%, 29,6% e 28,4%, respectivamente, refletindo a aversão generalizada ao risco. Da mesma forma, LINK registrou queda de 24,5%, Cardano (ADA) de 19,7% e XRP caiu 26,2%.
Desempenho mensal das 10 maiores criptomoedas – Fonte: CoinMarketCap (02/03/26)
Finanças Descentralizadas (DeFi)
O setor de finanças descentralizadas (DeFi) também enfrentou forte turbulência em fevereiro, com o valor total bloqueado (TVL) caindo 18,4% no mês para US$ 95,7 bilhões. As mudanças na participação de mercado entre os cinco principais ecossistemas foram limitadas, com o Ethereum registrando um declínio modesto.
Enquanto isso, a Base continuou ganhando força, com seu TVL aumentando de forma constante, representando cerca de 46,5% do TVL total das redes de camada 2 do DeFi.
Participação da TVL nas principais blockchains – Fonte: DeFiLlama (28/02/2026)
Leia a versão completa deste relatório da Binance Research aqui.
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