Especialista da Transfeera explica por que o método segue estratégico e como o modelo híbrido com QR Code Pix redefine sua eficiência
Embora o Pix tenha acelerado a digitalização dos pagamentos no país, o boleto bancário continua liderando as transações entre empresas. Dados do Panorama do Contas a Pagar 2026, estudo da Qive, mostram que, entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, mais de 315 milhões de notas fiscais eletrônicas somaram R$ 3,7 trilhões em valores movimentados no B2B, considerando os 12 principais segmentos econômicos. O levantamento indica que, mesmo diante do avanço dos meios instantâneos, o boleto permanece como instrumento central na organização financeira das companhias.
Para Victor Papi, General Manager da Transfeera, empresa da PayRetailers que atua como instituição de pagamentos (IP) para o mercado corporativo, a permanência do boleto no B2B tem relação direta com a dinâmica financeira das empresas. “No ambiente corporativo, o boleto não é apenas um meio de pagamento, mas uma ferramenta de gestão. Ele permite acordos com vencimentos definidos, facilita a conciliação e se encaixa nas rotinas de contas a pagar e a receber. Muitas empresas estruturaram seus processos financeiros nesse modelo, o que explica sua longevidade mesmo diante de novas tecnologias”, afirma.
Diferentemente do varejo (B2C), no qual a instantaneidade ganhou protagonismo, o B2B prioriza previsibilidade de fluxo de caixa e formalização das cobranças. O boleto viabiliza prazos negociados, reforça controles internos e reduz fricções operacionais entre fornecedores e compradores. A emissão registrada, a aplicação automática de juros e multas e a integração com sistemas de gestão fortalecem seu uso em operações de maior volume e complexidade.
“O boleto deixou de ser um documento estático. Hoje ele pode ser emitido via API, integrado aos ERPs e contar com notificações automáticas e conciliação quase imediata. Modelos híbridos, que combinam código de barras e QR Code Pix, oferecem ao pagador a escolha entre prazo e liquidação instantânea, sem que a empresa perca controle do processo”, diz Papi.
A integração entre boleto e Pix amplia a eficiência operacional. Em uma única cobrança, o fornecedor oferece pagamento com vencimento futuro ou liquidação imediata via QR Code, o que reduz o tempo de compensação quando necessário. Recursos como a divisão automática de valores entre recebedores, modelo conhecido como split, ampliam o uso em marketplaces, plataformas e operações com múltiplos parceiros, e reforçam o papel do boleto como instrumento adaptável às novas dinâmicas digitais.
“O Pix trouxe eficiência e liquidez imediata, mas o boleto continua essencial em negociações estruturadas e com prazo. A tendência é que ele se torne cada vez mais inteligente e integrado, com mais automação e uso estratégico de dados. No B2B, ele deve permanecer como peça-chave dentro de uma estratégia de pagamentos mais ampla e tecnológica”, finaliza o General Manager da Transfeera.
Sobre a Transfeera:
Fundada em 2017, a Transfeera, uma empresa da PayRetailers, é uma Instituição de Pagamento autorizada pelo Banco Central especializada em soluções de pagamento e recebimento para empresas, por plataforma e API. Entre os meios de pagamento oferecidos estão Pix, boleto com QR Code, cartão de crédito e link de pagamento. A empresa é participante direto do Pix e conta com certificações ISO 27001 e 27701, combinando eficiência e segurança. Para mais informações, acesse o site.
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