Uma análise provocativa de @JohnBasham, compartilhada recentemente no X, levanta uma questão fundamental sobre o Crescimento do Estado e suas raízes na história americana. Ele sugere que, após a aprovação da 19ª Emenda em 1920, que concedeu o direito de voto às mulheres, os gastos governamentais nos Estados Unidos entraram em uma trajetória de expansão sem precedentes. Essa tese desafia narrativas convencionais ao apontar uma correlação direta entre o aumento do eleitorado e o inchaço do aparato estatal, com implicações para a economia e a liberdade individual.
De acordo com Basham, o tamanho do governo americano começou a disparar logo após 1920, mantendo essa tendência por mais de um século. Além disso, a dívida nacional, antes restrita a períodos de guerra, transformou-se em um gigante permanente, alcançando dezenas de trilhões de dólares. Por isso, a análise convida à reflexão sobre os mecanismos que impulsionam a máquina estatal e como as decisões políticas moldam o futuro das finanças públicas e da autonomia dos cidadãos.
A Ascensão Inesperada do Estado Moderno Pós-1920
John Basham argumenta que a concessão do voto feminino marcou um ponto de inflexão decisivo na história fiscal dos Estados Unidos. Em seu estudo, os pesquisadores John Lott e Lawrence Kenny examinaram todos os estados e constataram que os gastos estaduais dispararam imediatamente após as mulheres obterem o direito de voto. Dessa forma, em apenas 11 anos, o gasto real por pessoa mais que dobrou, ilustrando a rapidez e a magnitude dessa transformação.

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Em 1900, o governo federal representava aproximadamente 3% de toda a economia do país. No entanto, em anos recentes, essa proporção ultrapassou 20%. Quando se somam os gastos dos governos estaduais e locais, a participação do Estado na economia torna-se ainda maior, evidenciando uma mudança estrutural profunda. Essa expansão não se limitou apenas aos gastos correntes.
A dívida nacional, por sua vez, costumava ser mantida em níveis baixos, exceto durante os grandes conflitos mundiais. Contudo, após 1920, ela se consolidou como um gigante permanente, atingindo hoje a casa das dezenas de trilhões de dólares. Assim, Basham sugere que o gráfico associado à sua análise visualmente reforça essa correlação, mostrando o drástico aumento no tamanho do governo e nos gastos públicos que se seguiu ao ano de 1920.
Incentivos Políticos e a Expansão dos Programas de Bem-Estar
Basham aponta para uma dinâmica política fundamental que emergiu nesse período. Segundo ele, as mulheres, em média, tendem a buscar mais apoio do governo em áreas como saúde, assistência infantil e amparo aos necessitados. Pesquisas de opinião demonstram essa inclinação há décadas, o que, por sua vez, influenciou o comportamento dos políticos.
Por isso, os representantes eleitos aprenderam que prometer novos programas sociais e de assistência era uma estratégia eficaz para conquistar votos. Além disso, essa lógica levou à criação de uma série de iniciativas federais de grande porte. Em 1921, por exemplo, o Congresso aprovou o primeiro grande programa federal de ajuda a mães e bebês. Posteriormente, vieram outros marcos:
- O sistema de Seguridade Social (Social Security), estabelecendo aposentadorias e pensões;
- O Medicare, dedicado à assistência médica para idosos;
- O Medicaid, focado na saúde para pessoas de baixa renda;
- Auxílio para escolas e programas de bem-estar social.
Vale destacar que esses programas, uma vez implementados, raramente são reduzidos em escopo ou orçamento. Pelo contrário, tendem a se expandir continuamente, solidificando a presença do Estado em esferas cada vez mais íntimas da vida dos cidadãos. Isso levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal e o papel do indivíduo diante de um Estado em constante crescimento.
A Fixação de um Governo Maior e suas Consequências
Crises econômicas severas, como a Grande Depressão, e os dois grandes conflitos mundiais também contribuíram para o aumento do tamanho do governo. No entanto, Basham enfatiza que a concessão do voto feminino ajudou a “fixar” e a consolidar permanentemente essa nova estrutura estatal ampliada. Ou seja, mesmo após as emergências, o governo não retornou aos seus níveis anteriores de intervenção.
O conceito de um governo limitado, antes mais viável, enfrentou novos desafios quando um número maior de eleitores passou a demandar programas de rede de segurança social. Desse modo, a partir de 1920, o centro político se deslocou significativamente em direção a mais gastos, mais regulamentações e, consequentemente, mais dívida pública. Essa mudança reconfigurou a relação entre cidadão e Estado de forma duradoura.
Como resultado, o governo passou a exercer influência em praticamente todas as esferas da vida. Basham lista áreas como:
- Família;
- Escola;
- Medicina;
- Velhice.
A conta para manter esse aparato estatal continua a crescer anualmente. E, segundo Basham, as mulheres continuam a se posicionar mais à esquerda no espectro político, exigindo um governo ainda maior, com mais poder sobre a vida das pessoas e maior alcance sobre seus bolsos. Essa perspectiva levanta uma questão crucial para a soberania individual e a autonomia financeira. Afinal, cada expansão governamental, por mais bem-intencionada que seja, representa uma transferência de poder e recursos do indivíduo para a coletividade gerenciada pelo Estado. Isso dilui a capacidade de autodeterminação e a liberdade de escolha, elementos centrais da visão libertária.
Crescimento do Estado: Uma Análise Sob a Ótica Libertária
A análise de John Basham, embora provocativa, oferece uma perspectiva valiosa para o BitcoinBlock.com.br. Ela reforça a crítica libertária ao expansionismo estatal, independentemente de motivações. A premissa de que a expansão do direito ao voto pode correlacionar-se com o aumento dos gastos e da intervenção estatal sublinha um dilema central do coletivismo: a diluição da responsabilidade individual em favor de um aparato centralizado que promete soluções.
Do ponto de vista anarcocapitalista, cada novo programa e aumento de despesa representam uma diminuição da soberania individual. O Estado, ao se expandir para saúde, educação e previdência, assume o controle sobre decisões que antes pertenciam ao indivíduo. Por isso, a propriedade privada e a autocustódia, princípios caros ao Bitcoin, tornam-se essenciais como contraponto a essa tendência.
Em um ambiente onde o governo “alcança a família, a escola, a medicina e a velhice”, a privacidade financeira torna-se um direito violado. Além disso, a dívida nacional, impulsionada por promessas políticas, é um fardo transferido para as gerações futuras, configurando confisco indireto de riqueza. O mercado livre e a inovação voluntária, em contraste, oferecem prosperidade sem a coerção e ineficiência estatais.
O Bitcoin emerge como uma resposta direta a esse cenário de Crescimento do Estado e centralização. Ele oferece um sistema monetário descentralizado, onde o indivíduo detém controle irrestrito sobre seus ativos digitais. “Not your keys, not your coins” é um princípio de soberania que confronta diretamente a intrusão governamental nos bolsos e na vida dos cidadãos. A capacidade de controlar o próprio patrimônio é a base da liberdade individual.
A análise de John Basham sobre o Crescimento do Estado após a 19ª Emenda serve como um lembrete contundente dos custos da expansão governamental. Os dados históricos, que mostram um salto nos gastos públicos e na dívida nacional, ilustram como decisões políticas podem pavimentar o caminho para um Estado cada vez mais presente na vida do cidadão. Para a equipe Bitcoin Block, essa trajetória histórica ressalta a urgência de defender a autonomia individual e os princípios de um mercado verdadeiramente livre.

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Em um cenário de contínua centralização e intervenção, a busca por soberania financeira e privacidade torna-se imperativa. Questionar o poder crescente do Estado e explorar ferramentas que garantam a liberdade individual é uma estratégia para preservar o patrimônio e a capacidade de autodeterminação. A discussão sobre o “sangramento” das finanças públicas e da liberdade individual é um convite à reflexão crítica sobre o papel que queremos atribuir ao Estado.
Fonte: análise original publicada por @JohnBasham no X.
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