Apesar da recente recuperação e da quebra da resistência dos US$ 90 mil, o estrategista sênior de commodities da Bloomberg Intelligence, Mike McGlone, mantém uma projeção cautelosa para o Bitcoin. Segundo o analista, a principal criptomoeda do mercado pode sofrer uma correção profunda e revisitar a região de US$ 50 mil em 2026, considerada um suporte estrutural de longo prazo.
Após meses de consolidação, o Bitcoin finalmente voltou a demonstrar força e agora flerta com um movimento em direção aos seis dígitos. No entanto, para McGlone, o cenário macroeconômico global pode impor um “reset” severo nos mercados de risco — e o BTC não ficaria imune a esse processo.
Rali do ouro acende alerta para ativos de risco
McGlone chama atenção para o desempenho do ouro em 2025, que, segundo ele, “capturou o alpha” do mercado ao superar de forma expressiva outros ativos. O estrategista compara esse movimento ao rali do ouro observado em 1979, período que antecedeu fases prolongadas de inflação elevada, recessão e forte estresse financeiro global.
“Nunca antes vimos um ativo de reserva de valor se valorizar com tamanha magnitude enquanto a volatilidade das ações permanecia tão baixa”, afirmou McGlone.
Para o analista, esse comportamento cria uma combinação historicamente insustentável. Caso a volatilidade volte com força aos mercados acionários, o Bitcoin tende a se comportar como um ativo de risco tradicional, sofrendo uma correção relevante.
Correlação entre ações, ouro e Bitcoin
McGlone reforça que o futuro do Bitcoin está diretamente ligado à estabilidade dos mercados de ações. Se as bolsas permanecerem calmas, o BTC pode evitar um movimento de correção extrema. Porém, se a instabilidade retornar — algo que ele considera provável em 2026 — o Bitcoin pode ser “pego no fogo cruzado” junto com outros ativos de risco.
Nesse cenário, o estrategista acredita que uma retração para a região de US$ 50 mil funcionaria como um ajuste estrutural necessário após o forte ciclo de valorização.
Mercado dividido sobre o próximo ciclo
Apesar da visão conservadora de McGlone, outros analistas permanecem otimistas. Alguns projetam que o Bitcoin possa atingir até US$ 196 mil, apoiados no crescimento da demanda institucional, expansão dos ETFs e maior integração do BTC ao sistema financeiro tradicional.
No curto prazo, porém, o mercado apresenta sinais mistos. O Bitcoin recuou para US$ 92.136, uma queda de 1,76% nas últimas 24 horas, após falhar em romper a resistência de US$ 94.500. A rejeição nesse nível desencadeou uma rodada de realização de lucros.
O volume de negociação subiu 24,96%, alcançando US$ 55,96 bilhões, enquanto os ETFs spot de Bitcoin nos Estados Unidos voltaram a registrar saídas líquidas, interrompendo a recente sequência de entradas de capital.
A projeção de McGlone reforça que, mesmo em um ciclo estruturalmente altista, o Bitcoin continua profundamente sensível às condições macroeconômicas globais. Para 2026, o embate entre ouro, ações e cripto poderá definir o próximo grande capítulo da história do mercado.
Isenção de responsabilidade: As opiniões, bem como todas as informações compartilhadas nesta análise de preços ou artigos mencionando projetos, são publicadas de boa fé. Os leitores deverão fazer sua própria pesquisa e diligência. Qualquer ação tomada pelo leitor é prejudicial para sua conta e risco. O Bitcoin Block não será responsável por qualquer perda ou dano direto ou indireto.

Acesse agora a WEEX e descubra uma plataforma de trading completa, rápida e segura, criada para quem busca performance de verdade. Clique no link, crie sua conta em poucos minutos e aproveite ferramentas avançadas, bônus exclusivos e a melhor experiência para operar criptomoedas.


