Lista organizada pela Singularity Brazil aponta que o avanço da Inteligência Artificial muda o trabalho, mas valoriza habilidades humanas como análise, julgamento e tomada de decisão
São Paulo, 12 de janeiro de 2026 – Em meio às transformações no mercado de trabalho, profissionais buscam entender quais competências precisam desenvolver para seguir relevantes nos próximos anos. Neste contexto, a Singularity Brazil, comunidade global de inovação que capacita líderes e organizações para um futuro exponencial, mapeou tendências que ajudam a orientar escolhas de carreira e estratégias de desenvolvimento profissional em 2026.
Depois de um ano em que a Inteligência Artificial passou a fazer parte da rotina das empresas, o foco deixa de ser apenas a tecnologia. Segundo especialistas do instituto, o diferencial passa a estar na capacidade humana de analisar contextos, tomar decisões e usar essas ferramentas de forma consciente no dia a dia do trabalho.
A curadoria das tendências é conduzida pelo time de experts da Singularity Brazil e por professores convidados, com nomes como Eduardo Ibrahim, beta tester do ChatGPT no Brasil; Michelle Schneider, especialista em inovação, tecnologia e futuro do trabalho; e Leandro Mattos, especialista em neurociência.
1. IA passa a fazer parte do dia a dia da economia
A tecnologia deixa de ser novidade e passa a fazer parte do funcionamento normal das empresas. A questão já não é se a IA vai ser usada ou não. Ela já está presente nas decisões e na forma como as empresas operam. A diferença estará entre quem aprendeu a trabalhar com a IA e quem tenta ignorá-la. Empresas que usam a tecnologia apenas de forma pontual tendem a ficar para trás. Já aquelas que integram a IA ao dia a dia ganham mais agilidade e capacidade de competir.
2. Empresas ficam menos hierárquicas
O modelo tradicional de empresa, com muitos níveis de chefia, começa a mudar. Em 2026, áreas passam a trabalhar de forma mais conectada e autônoma, com apoio da Inteligência Artificial. Sistemas ajudam a organizar tarefas, trocar informações entre equipes e sugerir soluções. Com isso, as decisões deixam de depender apenas de cargos e passam a circular de forma mais rápida.
3. Falar com a tecnologia fica mais simples
Outra mudança importante é a forma de usar sistemas digitais. Em vez de comandos técnicos e códigos difíceis, profissionais passam a se comunicar com a tecnologia usando linguagem comum. Basta explicar o objetivo e o contexto, e os sistemas ajudam a transformar isso em ações. Isso facilita o uso da tecnologia por mais pessoas e reduz a dependência de especialistas.
4. O trabalho muda de foco
Entramos em uma nova fase do trabalho. Se antes o esforço estava em executar tarefas, agora o valor está em orientar e revisar o que a tecnologia faz. Na prática, profissionais passarão menos tempo preenchendo planilhas e mais tempo analisando resultados, tomando decisões e ajustando rumos. O trabalho se torna mais estratégico.
5. Surgem novas funções no mercado
Com essas mudanças, aparecem também novos tipos de função. Em vez de cargos totalmente humanos ou totalmente automatizados, crescem os papéis mistos.
São profissionais que usam a tecnologia como apoio para decidir, planejar e coordenar equipes, combinando conhecimento humano com ferramentas digitais.
6. Uso da IA fica mais estável e confiável
Depois do entusiasmo inicial, muitas empresas perceberam limites e dificuldades no uso da Inteligência Artificial. Em 2026, a tendência é de mais maturidade. A tecnologia passa a ser usada de forma mais prática, sustentando atividades reais do dia a dia das empresas, como atendimento, análise de dados e organização de processos.
7. Tecnologia passa a “entender” melhor informações
Ferramentas digitais deixam de lidar apenas com texto e passam a interpretar voz, imagens, vídeos e dados ao mesmo tempo. Isso permite, por exemplo, que reuniões sejam analisadas de forma mais completa, conectando conversas a documentos e números. O objetivo é reduzir retrabalho e facilitar decisões.
8. Empresas começam a testar decisões antes de agirem
Outra tendência é o uso de modelos digitais para simular situações reais. Antes de mudar um processo ou reorganizar equipes, líderes conseguem prever impactos e riscos.
Esta antecipação ajudará a evitar erros, identificar gargalos e até reduzir o desgaste das equipes.
9. Trabalho fica mais inteligente, não mais pesado
O ponto em comum dessas mudanças é a tentativa de usar a tecnologia para apoiar pessoas e não sobrecarregá-las. A expectativa é de um trabalho menos reativo, com mais tempo para pensar, planejar e decidir melhor, tanto para profissionais quanto para empresas.
10. Tecnologia se integra ainda mais ao corpo humano
Em 2026, dispositivos como relógios inteligentes e óculos digitais ganham mais espaço. Eles conectam o mundo físico ao digital em tempo real, podendo transformar áreas como o varejo, as redes sociais e a medicina. Esses dispositivos permitem novas formas de interação, inclusive com testes virtuais de produtos e apoio remoto em procedimentos médicos.
Essas são algumas das tendências que devem influenciar a educação corporativa e o futuro do trabalho em 2026. A lista completa, com análises aprofundadas e exemplos práticos, está disponível no link: Link
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