Atualizado em 28 de outubro de 2026.
Altcoins são todas as criptomoedas que não são o Bitcoin. O nome vem de “alternative coins” (moedas alternativas) e inclui desde grandes plataformas como Ethereum e Solana até stablecoins, tokens de corretoras e memecoins. Algumas trazem tecnologia própria e uso real; a grande maioria, porém, perde valor com o tempo. Por isso, escolher altcoins exige olhar tipo, utilidade, segurança e liquidez, não só o preço.
O que são altcoins
O Bitcoin foi a primeira criptomoeda, lançada em 2009. Tudo o que veio depois é chamado de altcoin. Algumas propõem melhorias em relação ao Bitcoin (pagamentos mais rápidos, privacidade, outro mecanismo de consenso); outras têm objetivos completamente diferentes, como executar contratos inteligentes, servir de dólar digital ou dar acesso a um serviço. Hoje existem milhões de tokens criados, a maioria memecoins sem relevância, e só algumas centenas têm volume e liquidez significativos.
Uma breve história das altcoins
A primeira altcoin foi a Namecoin (NMC), de 2011, criada para registrar nomes de domínio de forma descentralizada. No mesmo ano surgiu o Litecoin. Em 2014, o ranking das maiores criptomoedas tinha nomes como XRP, Litecoin, Peercoin e Dogecoin, e a maioria deles perdeu espaço depois.

Em 2015 nasceu o Ethereum, que trouxe os contratos inteligentes e abriu caminho para a onda de ICOs de 2017. Naquele ano também surgiram o Bitcoin Cash, por um hard fork do Bitcoin, e ganharam espaço as moedas de privacidade, como Monero e Dash.

Em 2021 o mercado superou pela primeira vez US$ 1 trilhão de valor total, com stablecoins, DeFi e NFTs entrando no topo. Nos anos seguintes vieram a queda de 2022 (Terra/LUNA e FTX), os ETFs de Bitcoin e Ethereum em 2024 e a expansão das stablecoins e da tokenização. Ao longo de toda essa história, uma coisa não mudou: o Bitcoin sempre foi a maior criptomoeda do mercado.

Tipos de altcoins
- Plataformas de contratos inteligentes (layer 1): blockchains onde se constroem aplicações, como Ethereum, Solana, Cardano e Avalanche.
- Redes de segunda camada (layer 2): escalam outra blockchain, como Arbitrum e Optimism sobre o Ethereum.
- Stablecoins: atreladas a uma moeda, como USDT e USDC (dólar). Servem para pagamentos e para proteger valor, não para valorizar.
- Tokens de utilidade: dão acesso a um serviço, como o LINK (oráculos da Chainlink) ou o RENDER (poder de GPU).
- Tokens de governança: dão direito a voto em um protocolo, como UNI e ARB.
- Moedas de pagamento: focadas em transferir valor, como Litecoin, XRP e Bitcoin Cash.
- Moedas de privacidade: escondem valores e endereços, como Monero e Zcash.
- Tokens de corretoras: ligados a uma exchange, como o BNB.
- Memecoins: baseadas em memes e comunidade, como Dogecoin. São as mais voláteis.
Principais altcoins em 2026 e o que elas fazem
Ethereum (ETH)
Maior plataforma de contratos inteligentes, base da maior parte de DeFi, stablecoins e tokenização. Migrou para Proof of Stake em 2022 e tem ETFs à vista nos EUA desde 2024.
XRP
Criada pela Ripple para liquidação rápida de pagamentos internacionais. O longo processo movido pela SEC, iniciado em 2020, teve uma decisão parcialmente favorável à empresa em 2023 e foi encerrado em 2025.
Solana (SOL)
Blockchain de alta velocidade e taxas baixas, muito usada em pagamentos, stablecoins e memecoins. Veja como as stablecoins viraram uso real na Solana.
BNB
Token da Binance e da BNB Chain. Usado para pagar taxas com desconto e como moeda da rede.
TRON (TRX)
Rede criada por Justin Sun que se tornou uma das principais vias de transferência de USDT no mundo, inclusive no Brasil, por causa das taxas baixas.
Litecoin (LTC)
Uma das moedas mais antigas, parecida com o Bitcoin, mas com blocos mais rápidos, algoritmo Scrypt e limite de 84 milhões de moedas.
Chainlink (LINK)
Maior rede de oráculos, que leva dados do mundo real (preços, juros, eventos) para as blockchains. Tem papel central em DeFi e na tokenização de ativos.
Polkadot (DOT)
Rede de blockchains interligadas com segurança compartilhada. Entenda no guia o que é Polkadot.
Qual a diferença entre altcoin e Bitcoin
O Bitcoin tem um objetivo único e claro: ser dinheiro digital escasso, com limite de 21 milhões de unidades e uma rede extremamente descentralizada e segura, que muda pouco e devagar. As altcoins variam muito: podem ter oferta ilimitada, equipes e fundações que controlam o desenvolvimento, regras alteradas com frequência e funções bem diferentes. Na prática, o Bitcoin é tratado como reserva de valor do mercado cripto, enquanto as altcoins se parecem mais com apostas em tecnologias e ecossistemas específicos.
Altcoins valem a pena? Riscos e oportunidades
Riscos
- A maioria perde valor com o tempo e muitas desaparecem.
- Baixa liquidez facilita manipulação e esquemas de pump and dump.
- Concentração de tokens nas mãos de fundadores e fundos, com desbloqueios que pressionam o preço.
- Tecnologia pode ficar obsoleta diante de concorrentes.
- Forte dependência do movimento do Bitcoin: nas quedas, as altcoins costumam cair mais.
Fique atento ao lado mais especulativo: entenda o que são shitcoins e como identificá-las.
Oportunidades
Projetos com uso real podem valorizar mais que o Bitcoin em fases de alta do mercado, as chamadas altseasons. Leia nossa análise sobre o comportamento das altcoins neste ciclo.
Como escolher altcoins
- Entenda o tipo e para que serve o token.
- Verifique uso real: usuários, volume e taxas pagas à rede.
- Veja a distribuição dos tokens e o calendário de desbloqueios.
- Prefira projetos com histórico de segurança e auditorias.
- Confira se há liquidez em corretoras confiáveis.
- Limite as altcoins a uma parte da carteira.
Um ponto de partida é o nosso guia das 5 criptomoedas mais promissoras para 2026.
Onde comprar altcoins
As principais altcoins estão disponíveis em corretoras nacionais e internacionais que operam no Brasil, com depósito em reais via Pix. Para guardar no longo prazo, prefira uma carteira própria, de preferência uma carteira física (hardware wallet), e nunca compartilhe sua frase de recuperação. Acompanhe as notícias na categoria Altcoins.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre altcoin e Bitcoin?
O Bitcoin é a primeira criptomoeda, com oferta limitada a 21 milhões e foco em ser dinheiro digital escasso. Altcoin é qualquer outra criptomoeda, e elas variam muito em objetivo, oferta, governança e risco.
Altcoins valem a pena?
Podem valer como parte menor da carteira, para quem aceita alto risco. Projetos com uso real podem valorizar mais que o Bitcoin em fases de alta, mas a maioria das altcoins perde valor no longo prazo.
Quais são as principais altcoins?
Entre as maiores por valor de mercado estão Ethereum, XRP, BNB, Solana, as stablecoins USDT e USDC, TRON, Dogecoin, Cardano e Chainlink. O ranking muda com frequência.
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