Atualizado em 28 de outubro de 2026.
Os tipos de criptomoedas se dividem em dois grandes grupos: moedas, que são nativas de uma blockchain própria (como Bitcoin, Ether e Solana), e tokens, criados sobre uma blockchain que já existe. Dentro desses grupos estão as principais categorias: moedas de pagamento e reserva de valor, plataformas de contratos inteligentes, stablecoins, tokens de utilidade, de governança, tokens de valores mobiliários e ativos reais (RWA), moedas de privacidade, memecoins, NFTs e tokens de staking líquido. Entender o tipo é o primeiro passo para avaliar o risco.

Qual a diferença entre moeda e token
Uma moeda (coin) é o ativo nativo de uma blockchain: serve para pagar as taxas da rede e, em muitos casos, para remunerar quem a protege, sejam mineradores ou validadores. Bitcoin (BTC) na rede Bitcoin, Ether (ETH) no Ethereum e SOL na Solana são moedas. Um token é criado por um contrato inteligente sobre uma rede existente, seguindo padrões como o ERC-20 no Ethereum ou o SPL na Solana. USDT, UNI e LINK são tokens. Criar um token é muito mais simples do que criar uma blockchain, e por isso existem milhões deles.
Moedas de pagamento e reserva de valor
São criptomoedas pensadas para transferir e guardar valor. O Bitcoin é o principal exemplo, com oferta limitada a 21 milhões de unidades. Litecoin, Bitcoin Cash e outras seguem a mesma linha, com variações de velocidade e custo.
Plataformas de contratos inteligentes (layer 1 e layer 2)
Blockchains onde desenvolvedores criam aplicações: Ethereum, Solana, Cardano, Avalanche e outras. A moeda nativa paga o uso da rede. Sobre elas existem as redes de segunda camada (layer 2), como Arbitrum e Base, que processam transações de forma mais barata e registram o resultado na rede principal.
Stablecoins
Criptomoedas que buscam manter valor estável, geralmente atreladas ao dólar. Há três modelos principais:
- Lastreadas em moeda e títulos: o emissor guarda dólares e títulos públicos para cada token, como USDT e USDC.
- Lastreadas em cripto: garantidas por outras criptomoedas depositadas acima do valor emitido, como o DAI.
- Sintéticas ou algorítmicas: usam estratégias de mercado ou algoritmos para manter a paridade. São as de maior risco, como mostrou o colapso da TerraUSD em 2022.
Entenda a diferença para as moedas digitais de bancos centrais em stablecoins vs CBDCs.
Tokens de utilidade
Dão acesso a um serviço dentro de uma plataforma: pagar armazenamento, poder de processamento, dados ou taxas com desconto. O LINK, da Chainlink, e o RENDER, da Render Network, são exemplos. O valor tende a acompanhar a demanda pelo serviço.
Tokens de governança
Dão direito a votar em decisões de um protocolo, como mudanças de taxas e uso da tesouraria. UNI (Uniswap) e ARB (Arbitrum) são exemplos. Nem sempre dão participação na receita do protocolo, o que é importante saber antes de comprar.
Security tokens e ativos do mundo real (RWA)
Representam ativos financeiros ou físicos, como ações, títulos públicos, fundos, imóveis e ouro. Estão sujeitos às leis de valores mobiliários e cresceram muito com a tokenização promovida por bancos e gestoras. Veja como a Ondo Finance tokeniza títulos e como o HSBC tokenizou ouro.
Moedas de privacidade
Escondem remetente, destinatário ou valor das transações. O Monero usa assinaturas em anel e endereços ocultos; a Zcash usa provas de conhecimento zero (zk-SNARKs). São alvo de restrições de reguladores e de algumas corretoras. Veja os 10 anos da Zcash.
Memecoins
Tokens baseados em memes e comunidade, como Dogecoin. Raramente têm utilidade e são os ativos mais voláteis do mercado. Leia shitcoins: o que são e como identificar.
NFTs (tokens não fungíveis)
Cada NFT é único e não pode ser trocado por outro igual, ao contrário de um bitcoin, que é idêntico a qualquer outro. São usados para arte digital, itens de jogos, ingressos, certificados e registros de propriedade.
Tokens de staking líquido e tokens embrulhados
Os tokens de staking líquido representam moedas bloqueadas em staking, como o stETH, que pode ser usado em DeFi enquanto rende; veja Lido e o staking líquido. Os tokens embrulhados (wrapped) representam uma moeda de outra rede, como o WBTC, que leva o Bitcoin para o Ethereum e depende de um custodiante; entenda em prova de reservas do WBTC.
Como usar essa classificação para investir
- Identifique o tipo antes de comprar: isso define de onde vem o valor do ativo.
- Moedas de grandes redes e stablecoins reguladas tendem a ter menos risco do que tokens de utilidade e governança de projetos pequenos.
- Memecoins e tokens algorítmicos estão no topo da escala de risco.
- Para conhecer as principais altcoins de cada tipo, veja o que são altcoins.
Perguntas frequentes
Quantos tipos de criptomoedas existem?
Não há uma lista oficial, mas as categorias mais usadas são: moedas de pagamento, plataformas de contratos inteligentes, stablecoins, tokens de utilidade, de governança, security tokens e ativos reais, moedas de privacidade, memecoins, NFTs e tokens de staking líquido. Em número de ativos, já foram criados milhões de tokens.
Token e criptomoeda são a mesma coisa?
Todo token é um tipo de criptoativo, mas nem toda criptomoeda é token. Moedas como Bitcoin e Ether são nativas de blockchains próprias; tokens são criados sobre uma blockchain que já existe, por meio de contratos inteligentes.
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